31 março 2009

Le Corbusier - Pavilhão Espírito Novo

O Pavilhão Espírito Novo, também conhecido como Pabellón L’Esprit Nouveau, foi uma importante obra do arquiteto franco-suíço Le Corbusier.

O teto-jardim, um dos “cinco pontos para uma nova arquitetura” formulados em 1926, é também uma nova figuração arquitetônica onde os telhados tradicionais e os terraços nus são substituídos e enfeitados através do uso de solários e chaminés esculpidas, ou passeios que Lê Corbusier chama de “promenade architecturale”.

Os “jardins suspensos” do Pavilhão L’Esprit Nouveau são uma verdadeira contribuição para o verde do bairro que o acolheria e se constituem em um bom isolamento térmico do edifício ao estarem cobertos por pérgolas com trepadeiras de folhas caducas que projetam a desejada sombra de verão, sutilmente convertidos em terraços jardins individuais, com plantações pensadas como parte integral da estrutura do edifício. Expõe, assim, seu projeto:

Atravessando uma porta encontramos uma vila... Deparamo-nos com um pano de vidro. Neste ponto vital da vila, uma porta dá para um jardim. Este jardim é “suspenso” e fechado de três lados. Realizamos o Pavilhão de l’Esprit Nouveau em 1925 para mostrar que este jardim é magnífico. Eu preciso: o tipo destes jardins no ar parece-me uma formula moderna e prática de usufruirmos o ar e está ao alcance imediato do centro da vida. Caminhamos a pé no seco, evitando o reumatismo, ao abrigo do sol perpendicular e da chuva. Terraço-jardim e sala do immeuble-villa projetado por Le Corbusier em 1923.

Referindo-se à casa de concreto, faz uma descrição que cabe também à proposta do immeuble-villa:

“Segundo andar: ...devido a uma sutileza de composição farei com que se comunique agradavelmente a recepção com o teto-jardim, repleto de flores, hera, tuias, loureiros da China, okubas, zaragatoas, lilases e árvores frutíferas. Lajotas de cimento, entremeadas de grama (existe um motivo para tal) ou belos pedregulhos compõem um chão perfeito. Abrigos cobertos permitirão a sesta numa rede. Um solário proporciona saúde...Se existem árvores por perto, estaremos acima de suas copas”.

Le Corbusier coloca com clareza os efeitos que as árvores farão na frente das edificações:

“Na frente das grandes fachadas límpidas transplantaremos neste inverno algumas belas árvores, cujo arabesco enriquecerá a composição e cuja presença, quanto mais estudarmos a arquitetura e o urbanismo, mais nos parecerá bem-vinda. Um dos méritos mais autêntico da arquitetura contemporânea de ferro ou de concreto armado e que se impõe à gratidão dos cidadãos será o fato de ter introduzido as árvores em todos os traçados urbanos. Árvores, coisa maravilhosa e amada pelos homens”.
Imagens do Pavilhão L’Esprit Nouveau:

Maquete eletrônica do Pavilhão Espírito Novo, utilizando o Maya 3d design.

Pavilhão Espírito Novo




 

2 comentários:

Anônimo disse...

continue seu belo trabalho, obrigado!

José disse...

Olá,

Há pessoas com uma visão para além do seu tempo.
Pena que muitas delas não são compreendidas.
Mas como costumo dizer, a ignorância é a origem de tudo o que está mal.

Cumprimentos,

José